domingo, 31 de julho de 2016

Por muito tempo guardei a carta que me enviaste,
Por muito tempo pensei que seria assim, uma lembrança, uma terna saudade...
Mas, decidi em fim, jogar fora a carta, aquela lembrança.
Por muito tempo a guardei, como uma preciosidade, o envelope amarelado e rasgado que, nada valia e que fazia sentir-me assim, tão vazia de ti. Palavras que o tempo tratou de apagar em nós, mas que foram registradas, a carta estava datada.
Então decidi por fim naquela folha que me martirizava, decidi ser feliz e rasquei-a e vi que nada me valia à preciosidade, era apenas um papel que já fedia a mofo, e ri...
Senti um grande conforto, quando vi que era apenas uma frágil folha de papel que, apenas me fragilizava e mais nada acrescentava na minha vida.
Se for para sentir saudades, que eu sinta, mas que não me prenda em uma folha de papel, um pouco rasgada e guardada como uma preciosidade.
Não posso ser mais fraca do isso... Prender-me em um papel velho e fedido.
Saudades hoje, só no fundo do coração, nunca mais na gaveta.

Velha carta.
Ficção – By Lucy