segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Por amor





Texto que fará parte da "COLETÂNEA SAUDADES"
Editora – PAPEL D`ARROZ EDITORA

Por amor uma flor, que todos os dias era despertada pelo seu Sol e um dia foi roubada, e entregue a uma bela amada e para ser eternizada foi guardada dentro de um livro... Para amada belo presente, para flor um triste destino.
Por anos, dentre as folhas de velho livro foi guardada, cheia de saudades do seu belo jardim e o do Sol, o seu primeiro e único amor. Foi uma eterna noite de sonhos, a flor adormeceu...
Um dia, por uma faxina o livro a ser espanado foi aberto e a flor foi despertada ao ouvir um sussurro:- Nossa! Meu Deus faz 24 anos que ganhei essa rosa!... E o livro que cheirava mofo foi posto ao Sol, e a flor, sem se conter, declama ao seu amado Sol: - Meu lindo, tanto tempo sem te ver, e continuas com o teu belo brilho! E vejo que é uma bela manhã, como era em todas as manhãs no meu lindo jardim... Fui roubada por amor e sonhei com você por amor!...
E com tempo fui entendendo que tudo é por amor. Logo serei guardada por amor e continuarei sonhado com o teu brilho, Sol do meu jardim, por amor.

Senti quando eu parti
Uma tristeza tão profunda,
Uma dor tão intensa,
Que me apeguei a tudo
Que estava a minha volta,
Para não enlouquecer,
Pois grande parte
Da minha vida é você...

A saudade que eu sinto
Não é definida em palavras,
Mas em ausência...
É a ausência da luz
É o breu eterno e noturno,
Totalmente perdido
Intensa dor no profundo
Resume a falta de não ti ter
No meu pequeno do mundo...

Sinto muito por tê-lo deixado
Meu grande achado,
Eterno Sol do meu jardim,
Abri mão por fim,
Acreditei que,
Melhor fosse assim,
Mas morri,
Deixei de viver,
Pois grande parte
Da minha vida é você.

Saudades – Por amor
Lucy Coelho






Saudades- Poesia ficção


Dói perder alguém tão amado, dói saber que aquele lugar está desocupado e não existe ninguém para preenchê-lo, pois um verdadeiro amor é insubstituível, nunca irei substitui-lo, só me resta à dor e o estranho vazio.

Perco-me a cada estante nos vultos do passado, em meio aos teus abraços que não me aquecem mais, são lembranças e nada mais.

Minha alma chora e o meu coração dói, refugio-me entre quatro paredes frias, fecho a porta, só procuro paz.

E busco esquecê-lo, mas dói ao tentar, pois a verdade que eu quero relembrá-lo, mas no momento que desperto desespero-me, por não tê-lo, e como assim? –Tenho que aprender a viver sem você... Dói meu amor, dói em mim!

Um verdadeiro amor só deixa saudade, uma alma vazia e um coração dolorido. E todos os espaços do meu corpo, uma imensidão sem destino.

Hoje me abati...
Sinto todos os dias a tua falta,
Mas hoje senti como nunca havia sentido,
Como se tudo que já senti
Há tanto tempo
Estivesse invadido o meu mundo,
E tudo que eu queria
Era está contigo...
Meu amor!...

Embora nada faça sentido,
Ainda te percebo nos mínimos detalhes,
Mas é no fechar dos meus olhos,
Que sou impulsionada ao passado,
Aonde te encontrei e te perdi...
Meu amor!...

Hoje me abati...
Sinto todos os dias a tua falta,
Mas hoje senti como nunca havia sentido...
Meu amor!...

Lucy Coelho – 07.11.2 015
texto ficção - saudades