terça-feira, 30 de setembro de 2014

Amada do Papai


Amada princesa
Que sonhas com um príncipe,
Não sabes tu
Que algumas princesas
Beijaram sapos,
Enfrentaram feras
E se entregaram para ladrões?


Vá orar para DEUS te preparar
Um amor de um homem de valor,
Não sonhe com o rico e o belo...


Para as riquezas, terás tu,
Oh auxiliadora!
Para beleza terás
O olhar do teu coração...


Deus já o tem preparado,
Ele já sonha contigo,
Linda princesa do Papai,
Na vida dele, tu serás rainha.


Lucy
Amada do Papai 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Encontre-me


Encontre-me

Eu sou o que procuras 
Que ainda não encontrastes.

Ai, amado meu
Como me acharás?
Teu coração é o teu guia
E o teu querer é o teu mapa...

Amado, sejas rápido
Pois, na estrada da espera
Estou perdida e sozinha...

Existem olhares que nunca foram trocados,
Pensamentos que nunca foram ditos,
Sonhos que jamais serão realizados...

By
Lucy Coelho










MENINAS DA SENZALA




MENINAS DA SENZALA

Um dia aprendi na escola
Que os escravos eram presos
Em senzalas, que lembram um grande alojamento,
Mas sem o conforto das camas quentinhas
E dos lençóis branquinhos,
Sem ao menos, com uma vaga sombra de um lar.

Chão frio e dolorosos correntes,
Com muita crueldade,
 Aprisionavam os pés e as mentes.

 Duas meninas,
De uma grande família de seis irmãos,
Que viveram na roça.
Viveram da terra
E também tiveram a sua história...

 Parece um conto.
Mas não vou aumentar nenhum ponto,
Dessa história que não foi contada...

No tal do grande pombal negro
No meado dos anos 30
Viveu uma grande família
Em uma senzala fria...

Era uma família
Escrava da pobreza,
O pai morreu
E a pequena Maria
Só sabia que, era  muito jovem.
E de uma doença
Simplesmente se foi...
Sem fotos, as lembranças
Da mente sumiram...
O pai não tinha mais rosto
Mas o caixão estava lá no coração,
No pensamento, no sentimento, sem razão...


Trabalhavam na roça,
Cortavam cana,
O dia mal surgia,
A noite mal chegava,
A fome não tinha hora,
Mas o trabalho era toda hora...

As duas meninas
Subiam em caixotes,
Para lavar a louça,
Em meios as correntes,
Que um dia
Prenderam gente
Como a gente...

No interior do Rio,
Em Campos de Goytacazes
Quem diria,
Viveu uma grande família,
Entre a pobreza e a tristeza,
Isso não é segredo,
Em um pombal negro...


Mãos que foram tão pequenas,
Cortavam canas...
Edite lembrou-se:
Um dia a maiorzinha se cortou
No arame farpado,
E escondeu fechando a mãozinha,
Por isso os dedinhos se deformaram,
Pois só voltou abrir
Quando sarou...
Mesmo não sendo escrava,
Ela não sabia
Que era livre,
Porque atoa apanhava...
Pobre Maria!


Toda infância
Existem boas lembranças,
Afinal toda criança
Sabe brincar...
Boneca de espiga de milho
Banho de rio...
Hoje, bem velhinha a menorzinha,
Edite ainda têm guardado em seu rosto
O sorriso da menina...
Lembra-se da grande trança
Que a mãe tinha,
Mas o que ela mais sente falta
É da irmã maiorzinha,
A eterna amada Maria...

Lucy Coelho








domingo, 14 de setembro de 2014

Raio de sol



Raio de Sol


Vem raio de sol

Entre no meu quarto

Pra valer

Venha afastar

Toda escuridão

Que a noite trouxe


Vem raio de sol

Não tenha medo

Se começar uma tempestade

Um arco-íris

Vai surgir

E o sol brilha

Sobre as gotas da chuva

 

Vem raio de sol

Preciso do seu brilho

No meu olhar

Vem clarear

Um pouco mais

O mel dos meus olhos


Vem raio do sol

Aquece a minha pele

Doure minhas bochechas

Ilumine um pouco mais

As luzes dos meus cabelos


Vem raio de sol

Ser a luz e meu guia

Da minha alegria

Hoje acordei

Feliz com a vida


Vem raio de sol

Ver o meu sorrido doce

É todinho só seu

Pode iluminar

Um pouco mais.


Lucy Coelho

(direitos reservados)










Assucena




Assucena

Quando eu era criança

Não sabia escrever

Desenhava os meus contos...

E desenhei duas meninas

Que se amavam como irmãs,

Uma daria a vida pela outra,

Pois mais do que isso,

Eram órfãs e viviam em um orfanato,

Os seus sonhos eram compartilhados,

O desejo de ter pais.

Assucena e Vitória

Brincavam no jardim,

Onde desenhei flores azuis, amarelas e vermelhas,

Estavam felizes com suas bonecas de pano.

Então a diretora do orfanato chamou Assucena,

Finalmente o sonho realizado, 

Assucena ia ser adotada,

Pais ricos, sem filhos.

O casal se encantou

Com o vermelho dos seus cabelos 

Que pintei com a caneta,

Assucena era ruiva com sardas.

Vitória chorou,

Como iria viver sem a sua irmã?

Assucena disse que não ia embora,

Convenceu a diretora que iria ficar,

Por amor a sua amiga.

Assucena um dia procura a Vitória

E não a encontrou,

 Procurou a diretora do orfanato,

Então ela contou que a Vitória

 Pediu que a indicasse,

Para ser adotada,

Já que ela não queria ser, mas pediu para ir

Embora bem cedinho, para não vê-la chorar.

Eu desenhei um balanço para Assucena,

Mas ela não quis se balançar,

Desenhei uma cama feita de nuvens,

Mas ela não quis dormir,

Pintei um arco-íris, um pônei,

Enfeitei mais o jardim,

Mas ela só permaneceu sentada,

Na escada da entrada do orfanato,

Sem dizer nada.

Então eu desenhei um casal,

Desenhei seis crianças,

Filhos e filhas desse casal,

Amaram a Assucena,

Assucena amou aquela enorme família. 

E levaram a Assucena para uma aventura,

Eles foram fazer um safári.

Desenhei leões, elefantes, girafas bem fofinhas

E é claro uma máquina fotográfica para Assucena,

Porque ela teria muitas aventuras para registrar.

 Lucy Coelho 

(Direitos reservados)








A cor mais forte da palheta


A cor mais forte da palheta.
Um dia o criador
Estava inspirado,
Quis fazer a obra mais linda,
Com a cor mais forte da palheta,
Porque disse:
Ele vai ser forte! :)

E um dos quadros pintado
Com cores claras e brilhantes,
A claridade e o brilho
Tornaram-se sombras frias,
Porque deixou a inveja entrar.

E indagou o criador:
Por que deu para ele a cor mais forte da palheta? :(

E o seu criador respondeu:
Porque eu sabia que essa obra
Teria que ser forte,
Porque haveria um tempo
Que obras minhas
Que foram feitas
Com amor,
Encher-se-iam de sobras frias
As quais não usei
E o perseguiriam,
Invadiriam sua terra,
E caçariam seus filhos, reis, príncipes e princesas,
Obras livres,
Amáveis com seus,
Da terra-mãe.

Colocariam em navios chamados negreiros
E os que sobrevivessem,
Seriam vendidos,
Caluniados,
Chicoteados
Presos e mortos.
Sofreriam como um dia o meu único filho
Sofrerá,
Por isso eu fiz essa obra com a cor mais forte da palheta.

E não foi pela cor que a pintei,
Que os seus serão perseguidos, caçados, torturados e mortos,
Mas por causa do meu amor
Que tive por essa obra,
Faram também com meu filho
E com todos que amarem o seu nome.

Mas eu fiz essa obra com cor mais forte da palheta,
Sobreviveram, multiplicaram,
E serão grandes na terra

Lucy Coelho

(direitos reservados)




sábado, 13 de setembro de 2014

Procuro meu lugar



Até o momento

Procuro meu lugar,

Não precisa ser ao sol,

A sombra de uma boa árvore

Estaria muito bom.

Lucy Coelho




Quando se apaga a luz




Quando apagar a luz,

Lembre-se:

Espero que nunca se sinta só,

Quando te revelar

Esse segredo...

 

No caminho da vida,

Deus te fez uma sombra de companhia,

Quando você nasceu

Ela veio contigo

E quando se apaga a luz,

E tudo fica escuro,

Ela simplesmente te abraça,

Com medo de você fugir.

Lucy Coelho.