quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Texto enviado para o Concurso "Ei-los que partem"


Ei-los que partem

Muitas vezes sentimos um vazio por alguém que se foi, imaginamos a volta, o regresso, seria uma viagem de breve retorno...
A verdade é um sono profundo, que não possui sonhos.
-Parece que estou eternamente esperando, ingenuamente! -Ou estou sendo esperada?!
Meu coração têm tanta fé e esperança, mas a canalha da razão arrasa o meu coração quando diz: - A passagem foi só de ida, não existe regresso para os teus. Ei-los que partem, diga apenas adeus e até breve!
Choro sem conter-me, meu travesseiro é lenço, consolo e quem sabe, um abraço confortável de um amigo mudo, mas não surdo, pois eu confesso a minha saudade ao pé do seu ouvido.
-Será que existe uma estação de trem do outro lado? Estaria eu, quem sabe, sendo aguardada?! -Eu me sinto inquieta com essa falta amarga e exagerada, dolorida das idas, das partidas sem voltas e sem adeus dos meus!
Ei-los que partem e, logo, também irei; espero encontrá-los, se não, continuarei perdida na eterna e ingênua espera de quem partiu e levou uma parte que não é preenchida, apenas ludibriada. Então a alma chora, o coração pede consolo...
Dias passam, mas a esperança sobrevive de promessas bíblicas que firmemente confio, eu creio em DEUS!
Sou uma locomotiva, a vida são os trilhos e meus vagões são tudo que eu levo. Tenho um vagão exclusivo só para saudade e como está carregado e pesado, é um fardo!
Ei-los que partem, mas me deixam à parte de onde realmente vão.
Presentes estão os ausentes: as vozes, os rostos, um cheiro, uma palavra dita, um afago que foi bem-vindo... Só nunca ouvi um adeus ou um até breve!
Lágrimas descem, pois o meu coração transborda, a tristeza me afoga, quem poderá me livrar da morte?
A locomotiva ainda tem muitas estações para percorrer, creio que a última, vou descarregar o vagão da saudade, e será em um jardim florido, perfumado, do céu azul e de pequenas nuvens; essa é a minha estação florida e daqueles que partiram. Não haverá adeus ou até breve, somente: - Senti tanto a sua falta, querida filha, querida cunhada, minha amiga...
Quando a locomotiva parar na estação, as janelas serão cobertas de borboletas coloridas e ouvirei pássaros louvando!
Não será um dia como outro, mas de reencontros; não haverá mais despedidas, mas um júbilo.
Ei-los que partem, até breve! Um dia, a gente se encontra na estação florida!
No momento que eu escrevo, vejo uma borboleta amarela do lado de fora da janela, ouço um pássaro, relembrando-me de que um belo dia ele louvará em um coral.
"Ei-los que partem" e a saudade contida fica sem adeus ou até breve, aguardando-me, quem sabe na próxima curva?

Lucy Coelho





terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

MEU SOL




♫SOL QUE CLAREIA O MEU DIA
COM UM SORRISO CONSTANTE
ME ALEGRA A CADA AMANHECER!

♫TE AMO NA MAIOR SIMPLICIDADE,
SOL DOS MEUS DIAS!

♫SOU EU A TUA FLOR
MEU AMADO SOL
QUE ME FAZES DESABROCHAR
NO TEU LINDO JARDIM
A CADA AMANHECER!

♫TE AMO E
EU VOU TE AMAR
POR TODA MINHA VIDA...

♫E VOU LEVAR O TEU BRILHO
NO MEU OLHAR,
POR ONDE QUER QUE EU VÁ!

Lucy Coelho









segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Carrossel-coração


Carrossel-coração
By Lucy Coelho
09/02/2015
Meu carrossel, meu coração...
De subidas e descidas de sentimentos
Que me confundem...

Se amo, sou o amor,
Magoo-me, sou a dor;
Dentre um sobe e um desce,
Uma inconstância de sentimentos,
Porque mal defino o que eu sou...

Tanto faz, não sei o que estou sentindo!...
Pare de rodar, já estou tonta, entorpecida
De sentimentos que afloram em mim.
Duvidas, presenças, ausências...
Por favor, eu quero voltar a mim... 

Ora fora, ora dentro,
O que são os sentimentos?!...

Meu carrossel, meu coração...
De giros constantes, subidas e descidas momentâneas,
Mas que causam dores fortes e estranhas...

De onde vêm os sentimentos?!
Ao logo da minha vida, uns sentimentos me fortaleceram,
Outros me deixaram de cama, nesse meu carrossel solitário.
Sentimentos avulsos, outros conjuntos,
Que subiam e desciam...

De onde vem o amor que não se escolhe,
A mágoa absurda, a dor por um ente querido (a saudade),
A ausência de beijo e um coração partido?!
Vem do meu carrossel-coração!


Lucy Coelho