domingo, 14 de setembro de 2014

Assucena




Assucena

Quando eu era criança

Não sabia escrever

Desenhava os meus contos...

E desenhei duas meninas

Que se amavam como irmãs,

Uma daria a vida pela outra,

Pois mais do que isso,

Eram órfãs e viviam em um orfanato,

Os seus sonhos eram compartilhados,

O desejo de ter pais.

Assucena e Vitória

Brincavam no jardim,

Onde desenhei flores azuis, amarelas e vermelhas,

Estavam felizes com suas bonecas de pano.

Então a diretora do orfanato chamou Assucena,

Finalmente o sonho realizado, 

Assucena ia ser adotada,

Pais ricos, sem filhos.

O casal se encantou

Com o vermelho dos seus cabelos 

Que pintei com a caneta,

Assucena era ruiva com sardas.

Vitória chorou,

Como iria viver sem a sua irmã?

Assucena disse que não ia embora,

Convenceu a diretora que iria ficar,

Por amor a sua amiga.

Assucena um dia procura a Vitória

E não a encontrou,

 Procurou a diretora do orfanato,

Então ela contou que a Vitória

 Pediu que a indicasse,

Para ser adotada,

Já que ela não queria ser, mas pediu para ir

Embora bem cedinho, para não vê-la chorar.

Eu desenhei um balanço para Assucena,

Mas ela não quis se balançar,

Desenhei uma cama feita de nuvens,

Mas ela não quis dormir,

Pintei um arco-íris, um pônei,

Enfeitei mais o jardim,

Mas ela só permaneceu sentada,

Na escada da entrada do orfanato,

Sem dizer nada.

Então eu desenhei um casal,

Desenhei seis crianças,

Filhos e filhas desse casal,

Amaram a Assucena,

Assucena amou aquela enorme família. 

E levaram a Assucena para uma aventura,

Eles foram fazer um safári.

Desenhei leões, elefantes, girafas bem fofinhas

E é claro uma máquina fotográfica para Assucena,

Porque ela teria muitas aventuras para registrar.

 Lucy Coelho 

(Direitos reservados)