segunda-feira, 12 de setembro de 2016





Estou perdida em um mundo que não existe, 

Mas persiste em mim.

Perdi-me em pequenos moinhos, 

Sonho contigo todas as noites,

Meu mar bravio...




Nos meus sonhos,

Eu sou apenas como uma suave brisa 

Sobrevoando teus sonhos...

lutando para ser ventania, 

Tentando te agitar, 

Queria chamar a tua atenção, 

Mas para ti, 

Meu mar bravio, eu sou calmaria, calor sem vento...





O meu coração se tornou solitário

Mas, não vazio, pois ao amanhecer tenho a brisa suave,

A primeira claridade do dia,

A aurora é só para mim, que acordo pensativa...




Ao entardecer, tenho o crepúsculo, 

O azul do dia beija o negro da noite, 

Embalados pelo som dos pássaros...




Ao anoitecer, tenho a Lua, 

As estrelas e a certeza que amanhã será um novo dia..




Tornei-me um sonho frustrado, 

Uma fonte de desejos não realizados,

Uma lágrima que desceu de uma maneira calma 

Dos olhos de um desesperado, 

Um pedido de perdão que não foi declarado,

Um abraço que não foi entregue 

E um beijo que não foi dado... 




Lucy Coelho

(Todos os direitos reservados)