segunda-feira, 20 de outubro de 2014

MEU TEMPO


 Quem tentar tirar-me
Do meu casulo
Simplesmente me mata
Ainda que seja por amor...

Tenho que sair sozinha
Minha metamorfose é lenta
Respeite meu tempo
Minhas mudanças
Minhas descobertas.
Não tente descobrir
E nem tente adivinhar
O signo da borboleta...

Não tente prender-me
Pois logo terei asas
Sou aventureira...

Prender-me-ia
Entre páginas de um livro
Eternizando-me assim contigo
Em uma estante empoeirada...
Isso é crer muito em alguém
Quero crer...
Mas as asas minhas não permitem.

Preciso ter as minhas próprias escolhas
E sair desse casulo chamado tempo.

Lucy Coelho